segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Deuses da Guerra

 (Anderson Natanael)

Fez-se o silêncio póstumo
Após o estampido dos tiros
E o explodir das bombas.
Depois ouviu-se o pranto
O lamento de quem perdeu tanto
Quase tudo
Nessa guerra estúpida e covarde.
Da dor fez-se o alarde
Do desespero um pedido de socorro:
Por Deus, parem!
Mas foi em vão.
Na fé, nenhuma das partes tem razão
Cada um acredita num deus
Mas do Deus verdadeiro
Eles não têm conhecimento algum
Não sabem que nessa guerra
O Deus criador de toda a terra
Não está de lado nenhum.
Guerra, mortes
Dor perpetuada.
Gente faminta
A miséria pagando a conta.
Vingança, revolta
O ódio servindo de escolta
E um deus para cada um
Não sabem que nessa guerra
O Deus criador de toda a terra
Não está de lado nenhum.

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