segunda-feira, 23 de junho de 2014

Outra forma de Amar

(Anderson Natanael)

Antes de Ti
Eu não sabia até onde o amor
Seria capaz de ir
E me levar
O amor
Tem a correnteza de um rio
E a grandeza do mar
Conduz-me como um navio
Calmo a me navegar
Nossa história de amor
É um enredo pra se contar
Num livro, num filme
Com final feliz
Novela da madrugada
Pra não ter censurada
Alguma cena talvez
Há muito tempo
Nós abdicamos da timidez
De cada dia, cada noite
Fazemos nossa vez
Estamos sempre juntos
E qualquer assunto
Regra geral, vai terminar
Em outra forma de amar.

Nave Imaginária

(Anderson Natanael)

Viaja o pensamento
Sempre ao som de uma canção
Nave imaginária
No universo do coração
Descortinando o tempo
A cada nota
A cada tom
Revivendo amores
Lembranças da primeira vez
Mágicos momentos
Tudo o que foi bom
Amigos na esquina
Reiventando o som
Viaja, nave
Voa mais que a luz
E faz da minha voz
A sua estação
Viaja, nave
Voa redescobrindo a emoção
Viaja, volta e pousa
Dentro do meu coração.

domingo, 25 de maio de 2014

Ela e o Tempo

(Anderson Natanael)

Passa o tempo
Sopra o vento
Arde o sol
Franze a pele
Murcha a flor
Infértil é o chão
Mas você não

O tempo corre
O vento voa
O sol queima
A erva seca
A cigarra resseca
Estéril grão
Mas você não

O branco amarela
Rasga a vela
Prescreve a sentença
Finda a esperança
O linho envelhece
O vulcão enfurece
Mas você não

O tempo, o vento, o sol
Nada a afeta
Suspeito do sol
Brigo com o vento
Desconfio do tempo
Meu Deus
Como eu sou ciumento!



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Efésios 2

(Anderson Natanael)

Durante algum tempo
Nós vivemos fora da comunhão
Estranhos à aliança
Sem esperança
E sem Deus coração.
Estando mortos no pecado
Deus  nos amou
E em Cristo Jesus
Deus nos vivificou.
Outrora estávamos distantes
Agora,
Reconciliados na cruz,
Chegamos para bem perto
Pertinho do Pai
Já não somos estrangeiros
Nem ainda forasteiros
Antes,
Membros da família de Deus.
Em Jesus fomos feitos Santos
E morada do Espirito
Herdeiros da abundante
Riqueza do Senhor:
Graça e misericórdia,
Benignidade, paz e amor.

Tudo o que a gente fez (Refém)

(Anderson Natanael)

Sem saber o que é o amor
Vivia feito um sonhador
Não pensava em me apaixonar
Mas esse amor desconhecido
Me pegou tão distraído
E me fez seu refém
E por encanto então
Eu escrevi num cartão
Amo você, meu bem
Minha namorada, apaixonada
Abriu seu coração
Perdeu a sua timidez
Me disse mais de uma vez
Que me amava também
Loucuras demais
Será que é pecado
Tudo que a gente fez
Loucuras demais
Por amor, meu bem eu juro
Faria tudo outra vez.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Mineiridade

(Anderson Natanael)

Não tenho velas
Não tenho barco
Não tenho o mar.
Minhas janelas avistam terras
Avistam montanhas
Avistam gente.
O meu céu
Ainda permite ver as estrelas.

Sou do velho, sou do novo
Não sou de guerra
Sou de paz
Ponto BR/Minas Gerais
De ouro e de pedras
De barro e de palha
De longe e de perto
Branco e preto
Verdadeiramente não importa
Nasci para ter liberdade!

Conservador, sim!
Ainda conservo a fama
Fiel a quem me ama
Pois a extinção das algemas
Não autoriza outro corpo
Numa outra ou mesma cama.



sábado, 5 de abril de 2014

Perdão

(Anderson Natanael)

Ah, minha amada
Que pecado eu cometi!
Tanto tempo pra te possuir
Pra te convencer
Do meu sentimento.
Ah, minha pequena
Me fez descobrir
Que amar vale a pena.
Olha bem pra mim
Vou te perdoar
Se voltares depressa
Antes que a felicidade me esqueça
Antes que o amor adormeça
Doente.
Ah, minha amante
Conta o que eu já fiz
Só tentando te fazer feliz
Não vá te aventurar
Te penitenciar
O meu amor é tão grande
O bastante pra te redimir
Seguras minha mão
Terás meu perdão
E nunca mais te deixarei partir.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Instante

(Anderson Natanael)

O meu dia começa
Quando você me sorri
É sempre dia de festa
E semelhante o instante
A uma roseira florir
Chego a ficar ofegante
No afã de viver esse amor que é meu
E instintivamente
Miro seus lábios
E desejo seu beijo no meu!

domingo, 9 de março de 2014

Um Grande Amor

(Anderson Natanael)

Eu a amo tanto
Tenho vontade de cantar
Os versos que escrevi
Num poema para a ti dedicar
Todo o bem para você
Quem fala é o meu coração
É que um grande amor assim
Vai além dos limites da razão

Quanto bem me fazem seus beijos
Quanta luz me trazem seu olhos negros
Você sabe tudo de mim
Conhece os atalhos pra me seduzir
Tudo o que eu sei do amor
Com você aprendi
Quanta força tem o seu silêncio
Nunca me torture assim
Eu só penso em te querer
E entre nós sou mais você
Querida
Foi Deus quem me deu a vida
E você deu-me o prazer de viver

Eu a amo tanto
Não posso sequer disfarçar
O meus olhos a procuram
Como a água doce o mar
Como um dia de verão
Você põe fim na tristeza
Você põe fim na solidão
Diante da sua beleza
Eu não consigo dizer: não!


Pouco

(Anderson Natanael)

Eu não quero mais sentir saudade
Nem tanto eu quero chorar
Eu não quero mais andar sozinho pela cidade
Só para não ver o tempo passar

Eu não quero mais embriagar meu sono
Para conseguir adormecer
E não quero delirar, insano
Todo o tempo que passo sem te ver

Mas não vou deixar de ouvir
Ainda que a contragosto seu
As músicas do Chico, brasileiro
Que tantas vezes canta um amor que é meu

À noite sempre estou sozinho
E até minha alma clama por você
E quantas vezes sonho
Pouco antes do amanhecer

Fim da minha saudade
Fim da minha solidão
Em mim nada restará de louco
Eu só quero chorar e beber um pouco.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tatuagem

(Anderson Natanael)

Linda mulher
Beleza perfeita
Você me encantou
Quando sorriu pra mim
Quem dera fosse um sim
Resposta a cena
Que meu coração sonhou.
Linda morena
Luz de uma constelação
O amor sempre é possível.
Que pena,
Mas o romance às vezes não
Por um momento
Plena de deslumbramento
Minha alma se distanciou de mim
Como quem está prestes a partir
Para a última viagem.
Desejei beijar a sua boca
Para guardar o seu sorriso
Em meus lábios
Feito tatuagem.

Deuses da Guerra

 (Anderson Natanael)

Fez-se o silêncio póstumo
Após o estampido dos tiros
E o explodir das bombas.
Depois ouviu-se o pranto
O lamento de quem perdeu tanto
Quase tudo
Nessa guerra estúpida e covarde.
Da dor fez-se o alarde
Do desespero um pedido de socorro:
Por Deus, parem!
Mas foi em vão.
Na fé, nenhuma das partes tem razão
Cada um acredita num deus
Mas do Deus verdadeiro
Eles não têm conhecimento algum
Não sabem que nessa guerra
O Deus criador de toda a terra
Não está de lado nenhum.
Guerra, mortes
Dor perpetuada.
Gente faminta
A miséria pagando a conta.
Vingança, revolta
O ódio servindo de escolta
E um deus para cada um
Não sabem que nessa guerra
O Deus criador de toda a terra
Não está de lado nenhum.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Nostalgia

(Anderson Natanael)

Bate,
Meu coração bate um samba no meu peito
Um samba canção
Distante dessa geração
Um samba de bossa
Que disfarça minha ilusão
Um samba com tristeza
Como cantou o poeta
Um samba com beleza
A essência da mulher

Bate,
Meu coração bate um samba  o meu íntimo
Um samba com cadência
Que dita o meu ritmo
Um samba brasileiro
À luz do Tom Jobim
Samba de piano e violão
De pandeiro e tamborim
Um samba de outrora
De roda num botequim

Bate,
Meu coração bate um samba tão bonito
Um samba bem escrito
Como canta o João Gilberto
Um samba sem censura
Samba que é cultura
E de serestas ao luar
Um samba com poesia
Samba que hoje é nostalgia
E que me faz chorar

Belo Horizonte

(Anderson Natanael)

Estou voltando pra casa, meu amor
Quero matar a saudade de Ti
Dos nossos e da minha terra
Quero ficar à vontade
Respirar e degustar liberdade
E então
Pra pisar nesse chão
Quero descalçar os pés
Reverenciar, como fez Moisés

Belo Horizonte eu já posso ver
E uma linda canção posso ouvir
Saiba a razão
Há um clube fazendo esquina
Com meu coração
Felicidade faz a gente sonhar
Meu amor, como é bom regressar
Longe de Ti e daqui
Eu não encontro lugar

De repente apita o trem
Ouço a voz do Milton a ecoar
E uma cantiga convida
Vem embarcar, viajar
Ah! Como eu quero ficar
Aqui toda gente é bem vinda
Meu amor, BH é tão linda
Uma Cidade Jardim
É um pedaço de mim
Tão fácil de amar e de ser feliz



sábado, 8 de fevereiro de 2014

À Luz do Dia

(Anderson Natanael)



Vigiam-na meus olhos,
À luz do dia.
Querem dizer-lhe tanto!
Declarar o encanto
Que de você aflora.
Persistente é o meu olhar,
Mas você disfarça.
Tenta esconder,
Mas é traída,
Quando, distraída, sorri achando graça.

Com meus olhos a procuro,
Mas você ignora,
Deixando-me no escuro.
Meu coração dispara.
Quem ama vive sempre no limite
Entre o apetite do querer
E a recusa vã de sofrer.
Talvez eu chore um dia,
Lamentando o amor que não pude viver.
Talvez até diga que foi covardia
Caberá à eternidade esquecer.