Eu não quero mais sentir saudade
Nem tanto eu quero chorar
Eu não quero mais andar sozinho pela cidade
Só para não ver o tempo passar
Eu não quero mais embriagar meu sono
Para conseguir adormecer
E não quero delirar, insano
Todo o tempo que passo sem te ver
Mas não vou deixar de ouvir
Ainda que a contragosto seu
As músicas do Chico, brasileiro
Que tantas vezes canta um amor que é meu
À noite sempre estou sozinho
E até minha alma clama por você
E quantas vezes sonho
Pouco antes do amanhecer
Fim da minha saudade
Fim da minha solidão
Em mim nada restará de louco
Eu só quero chorar e beber um pouco.
Esse poema foi feito dento do Hotel Gerais, em Montes Claros-MG. Nas noites de solidão, sem conseguir dormir e com saudade de casa, usava de artifícios para ignorar o tempo e ludibriar a insônia. Ouvir o Chico Buarque e ler a Bíblia também serviam de conforto.
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