terça-feira, 15 de abril de 2014

Mineiridade

(Anderson Natanael)

Não tenho velas
Não tenho barco
Não tenho o mar.
Minhas janelas avistam terras
Avistam montanhas
Avistam gente.
O meu céu
Ainda permite ver as estrelas.

Sou do velho, sou do novo
Não sou de guerra
Sou de paz
Ponto BR/Minas Gerais
De ouro e de pedras
De barro e de palha
De longe e de perto
Branco e preto
Verdadeiramente não importa
Nasci para ter liberdade!

Conservador, sim!
Ainda conservo a fama
Fiel a quem me ama
Pois a extinção das algemas
Não autoriza outro corpo
Numa outra ou mesma cama.



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